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| Não tome decisões quando você estiver com raiva. Não faça promessas quando você estiver feliz. |
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
What is Reality Anyway?
Uma incógnita. Variável. Errante. Ou então como já diria Shakespeare - "Costuma cair em meio ao vão". Talvez assim genericamente o descrevam: futuro.
Planos, acertos, erros e percas. Conquistas e frustações. Talvez isso acompanhe tudo o que há de vir.
É nessa ponte chamada presente que interligamos tudo o que um dia fizemos e possivelmente iremos fazer.
Queria ter eu, todas as respostas que movem o mundo.
Sei que não necessito, pois nessa lacuna que reserva o tempo para preenchermos como bem nos satisfaça, só cabe você e mais ninguém.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
É assim e sempre seja assim, que não se acabe nunca e não mude jamais.
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Olha a gente aqui, sobrevivendo a mais um domingo. Contrariando a revista Nova que diz que nossos signos não combinam. Que diz que morar junto depois de pouco tempo de namoro não dá certo.
Estamos contrariando até sua mãe, que falou: ‘ Você é louco? Ela tem cara de quem não sabe nem fazer pipoca de microondas.’ E eu sei cozinhar, aprendi teus pratos preferidos, aprendi que em você aquele sorvete fica bem melhor de ser degustado, mas isso você não precisa contar pra sua mãe, ta?
Eu te olho andar pela casa, abrir a geladeira pra pensar na vida, com aquela calça surrada de elástico, aquela camiseta branca, amarrotada, velha e lembro-me de quando te conheci. Todo trabalhado no jeans, no estilo ‘arrumadinho’, mas me apaixonei pelo teu olhar, pela tua boca, pela tua voz. Ah... a tua voz.
Ando de camisetinha e calcinha pela casa toda, passo por você, você me dá carinhosamente um tapa na bunda, me chama de gostosa e eu com aquele sorriso te falo: é tudo seu.
Quem diria que um dia a gente ia dividir as contas? As responsabilidades? A cama? O banho? A pizza... é tão bom voltar pra casa e te encontrar, depois daquele dia extremamente foda, você ali, com aquele abraço que cabe o meu 1.63 mt [quase 1.64] direitinho. Suas mãos deslizam sobre os meus cabelos negros, você me conta do seu dia e adoro teu jeito de contar, alternando entre cansaço, stress e aqui, na nossa casa, é onde você pode ser o menino que ainda quer colo, que ainda quer mimo, porque não te acho menos homem por isso, porque eu sei o quanto de homem tem dentro ai desse eterno olhar de moleque arteiro e safado.
Antes eu abria o guarda-roupa e só tinha calcinhas, maquiagens, minhas roupas e meus sapatos, hoje tem coisas suas misturadas com as minhas, seu sapato abraçado com minha sandália e minha blusinha de olho no seu boné.
Eu que comia só tranqueira, comecei comprar arroz e feijão, porque você me cuida, mas hoje, domingo à noite vamos nos render uma pizza, comendo sentados no chão do que chamamos de sala, assistindo uma coisa qualquer, dando risada, falando da segunda que vem vindo, falando da conta de luz que veio alta, ou da conta do telefone que ainda não veio...
E no meio disso tudo tem as brigas, teve aquele dia que você disse que ia embora... que eu dei de ombros, mas quando te vi virar as costas na direção da porta, me desesperei, chamei seu nome, você me olhou, nada falei, mas você viu lágrimas atrevidas saindo dos meus olhos, voltou, me abraçou e ficou. Na cama, depois de ter bagunçado os lençóis, em mais uma das nossas reconciliações, você me disse: ‘Eu nunca vou embora, porque quem ama, não vai.’ E eu te respondi: ‘ Eu nunca te deixaria ir, se você não ficasse, eu iria junto.’
Fui agora pegar dinheiro na sua carteira pra pagar a pizza e vi uma foto minha, aquela com a blusa vermelha, que você adora... e também meu bilhetinho escrito ‘Te cuida, amor meu.’
Agora chega de letras emotivas que a pizza chegou. E hoje você que escolheu, metade eu te amo, metade eu também. Bom apetite pra gente.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
(in) Quietude
Esse calar que destoa dentro de mim, me faz enxergar a quietude como um refúgio para tua ausência.
Não me importa os desenrolar dos lábios e palavras desconexas que não sejam para pronunciar o seu nome.
Silêncio é tudo o que tenho.
No poupar das frases, poupo-me a saudade. Quem me dera ao menos uma vez falar-te e sequer deitar lágrimas sobre a minha face já triste pela sua partida.
Querer entender como tudo funciona, é não entender nada.
Eu que bem quis sair por aí desfilando toda a minha alegria para provar ao mundo que era feliz, hoje só quero me esconder do mundo ao teu lado – meu abrigo, porto seguro –.
Não espante se serei de poucos versos, eles tornam-se vazios sem o ritmo que teu corpo tem.
Enquanto o mundo gira cada vez mais veloz, espero tua volta, teu abraço, teu cheiro, teu carinho, como quem espera um cometa – bem sei que um dia virá, e que será o maior acontecimento já presenciado – certa de que toda a sua luz quebrará todo o silencio de minha espera.
Aquela cela fria, porão da alma.
Nos porões da minha alma, abstraio-me em riscos num chão de areia, e olho para a rachadura no teto úmido, que corta a parede de carne vermelha, feito navalha afiada. Uma cela, um sentimento, e alguns suspiros.
O riso tornou-se obsoleto, e as carícias que outrora pairavam nos jardins do meu coração, hoje se afugentam por detrás das velharias empoeiradas, como quem se esconde dos ladrões da noite. Ladrões de sentimentos, ladrões de paz, ladrões de gestos tímidos cheios de delicadeza.
A dor apodera-se do cômodo, expelindo para fora toda a razão contida. Estarei eu, sofrendo das conseqüências do amor?
O amor não trás conseqüências, somos nós mesmos, e como seres insignificantes demais para carregar o brioso sentimento, discutimos a ausência de fatos e damos por decreto, a resposta para todas as dores: amor. Sofremos com o término de uma ilusão, com a decepção, apenas. Mas nunca por amor. Boicotamos o mais lindo sentimento e queremos impunidade.
É quando olho novamente para o teto e revejo a rachadura, sei que por algum motivo encontra-se ali. Tipifico nela, minha solidão, que sozinha não chega.
Escrevo versos desconexos na areia, digo frases de efeito que se perde no vão dos móveis velhos, desgastados.
Amar não é sofrer, não é machucar-se, não é morrer.
....Algum dia hei de te reformar,
Coração.
Enlouquecendo com a certeza, não com a dúvida.
Intenso, fugaz e distante.
Escolhi meus próprios caminhos. Trilhei meus erros. Se pudesse escolher, escolheria errar tudo novamente igual. Só assim você viria a mim, alternativa.
Todas as juras de amor contida nos olhos, todas as lágrimas esvaziadas na partida, e todo o sentimento ainda que confuso, mas verdadeiro.
Não sabendo viver sem você, fui tentar.
Busquei em outros afagos suas carícias peculiares, me entreguei tentando te esquecer mesmo sabendo que seria inevitável. O plano de vida com você, sendo usado de maneira equivocada. Planos são planos, são únicos, feitos sob medida.
Seu encaixe é para mim, e em mim.
Inútil outra pessoa.
Inútil tentar carreira, filhos, passeios, dividir alegrias e bobagens com outrem.
Humanos, tão insensíveis.
Foi assim que me senti, quando te deixei partir naquele dia. Minha cabeça não conseguia assimilar minha realidade.
E agora nós ?
Somos o sustento em raiz, e só nossa força motriz, faz-nos um do outro pelo resto da vida.
Força essa, que a cada dia se renova, numa fração de segundos quando te sinto.
E no completar de nossas almas, temos suportado os dias estranhos e o sombrio de nuvens passageiras, que passam em presságio de anúncio da vinda de novas flores ao nascer das auroras rotineiras.
Dias esses, que cessarão quando minha coragem te disser : - A tempestade passou, somos livres para dançar ao som dos pássaros.
Nosso amor foi escrito nas laudas do infinito, de lá só sairá : NUNCA.
"Um passo de cada vez
Não há necessidade de correr
É como aprender a voar, ou se apaixonar
Vai acontecer quando tiver que acontecer
Aí nós descobrimos por que
Um passo de cada vez."
Telepatia da Alma
A coberta que preenchia o lugar das suas mãos, fazia minha sonolência.
Uma voz, um tanto rouca devido a idade, cantava em meus ouvidos uma melodia da qual eu nunca havia escutado.
Era doce, num ritmo desconcertante para a minha pose.
Não era fruto imaginário, pois para algo estar em minha mente, primeiro precisaria estar nos arquivos profundos da memória. Das poucas vezes que ouvi um bolero, nenhuma delas foi surpreendente como tal supostamente cantado.
Seria você ? Seria sua alma que sentindo a saudade angustiante da minha, viria a mim numa música, me deixar num êxtase de alegria e perguntas?
As palavras de uma magnitude e profundidade, que descrevia tudo o que estava dentro de mim. Abriu-se a porta da sala secreta da alma, onde estavam todos os sentimentos. Mas a quem foi conferido o poder da chave?
Minha chave foi entregue a ti.
A chave que pulsa, a chave que chora, a chave que sangra. A chave que abre todas as portas de dentro do meu santuário. Coração.
Já não sei como não pensar em você. Isso me endoidece, me atormenta.
Não quero pensar que estou ouvindo vozes por não tê-lo ao meu lado. Mas quero pensar que esse é o meio que decidimos nos comunicar através do tempo e da distância : por almas.
"For my secret garden, a key.
A love to never be violated"
Cinco minutos
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O despertador me arranca de mais um encontro contigo. Abro os olhos e percebo que ao meu lado há um lugar vazio, mas é que ocupado pela sua ausência.
Agarro-me forte a meus braços, pois eles a ti pertencem, e assim espreguiço enquanto desejo te abraçar.
Penso como seria enfim acordar ao teu lado.
Seu sorriso ainda que sonolento, seus olhos ainda que cansados das nossas aventuras na noite ,e o calor dos corpos que se extendem a medida um do outro.
Seu cheiro no lençol, suas mãos que me acariciam o rosto e me dizem tudo sem dizer nada. Mãos suaves que entrelaçam meus cabelos, ainda que emaranhados da noite que passou.
Já não importa o que a boca diz, se os olhos se comunicam numa linguagem universal. Os olhos que se unificam num só pensamento, de almejar aquele instante por mais uma eternidade.
Ouvidos atentos a qualquer respiração tua. Coração num ritmo acelerado, compassado, dançando a música de nossas vidas.
Te tomo pela mão para mais um passo, enquanto você sutilmente me tira o roupão. Me tira a paz, e me faz acreditar que pescoços foram feitos para serem facilmente atraídos por barba, assim por fazer, de um jeito que sabemos que será interessante.
Começa a dança.
Me pega a cintura e fico completamente incapaz. Sou tua. Meus movimentos acompanham seus olhos, que não mais cansados, agora só deseja uma coisa.
Te faço carícias e beijos intermináveis te dou. Afinal, te quero para o meu tempo. Te quero para junto de mim, ao meu lado, todos os dias.
O chão do quarto é decorado com nossas peças que há muito tempo já se foram de nós. O querer é maior que a sanidade. Sabemos que somos um do outro, o destino já fez questão de nos mostrar.
Nossa pele quente, seu lábio úmido, me arrepia o dorso. Encaixados, como se fizessemos parte de um quebra cabeça de duas únicas peças.
De repente,não mais que de repente percebo que soneca de cinco minutos que seja, me remete a filmes em minha memória que me lembram que a vida é melhor quando se ama.
Amar, amar, amar e despertar. (ao seu lado)
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