Beijos são um tanto quanto vazios, vindos
do nada.
Eu gosto do
frio na barriga, de toda a preparação,
dos dois ali, sentados se olhando, sabendo que o toque morno dos lábios é
inevitável, sabendo que o filme de todos os sorrisos que demos juntos vai passar
diante dos nossos olhos e terá sequencia...com todos os sorrisos que ainda
daremos depois de cada beijo que eu te der.
Eu gosto das
flores, do perfume que elas deixarão em você quando você abraça-las ao receber,
gosto de imaginar o toque macio das pétalas nas suas mãos, enquanto procura
curiosa um bilhete, pra saber de quem elas vieram. Enquanto me perco no
pensamento, sinto que eu queria ser essas flores, pra sentir o seu leve toque
no meu rosto.
Essas flores
não são a prova do meu amor, talvez nem um campo florido seja, essas flores são
apenas um enfeite, pra mostrar que o meu amor poder ainda ser mais lindo, pode
ainda te fazer sentir aquela leve tontura depois de cheirar as flores, e que torne constante o sorriso leve que eu
espero que você dê depois de ler essa carta.
Posso não entender nada sobre esse mundo.
Mas eu
entendo o suficiente sobre mim, pra saber que eu quero aquele seu olhar de
preguiça na cama, as nove da manhã de um sábado, me dando aquele bom dia de voz
rouca, aquele café da manhã que preparei escondido, só pra te surpreender,
aquela briga besta que vamos ter, que no meio do seu sermão, eu te beije...e
ela acabe, os filmes com pipoca a noite, debaixo das cobertas, fazendo cada
dobrinha dela nosso próprio mundo, sabendo que quando estamos juntos, o “lá
fora” não existe.
Eu não sei viver romances fora dos contos
de fada, quero sempre tudo perfeito.
Mas quero tudo perfeito com Você.